O Sermão do Caminho
A verdade, ó verdade, é tão desprezada nos dias de hoje. Sentimos cada vez mais o desejo
de sermos melhores, mas nem sequer saímos da nossa zona de conforto. Estamos
conformados demais, tão conformados que não olhamos à nossa volta. Desprezamos
o espiritual, sem nem sequer entender e pensar sobre ele. Ah, pensar? Não, não
fazemos isso. É mais fácil acreditar em homens falhos do que nas verdades
eternas. A filosofia, o tão aclamado “amor ao saber”, composto de retóricas
recheadas e robustas baseadas em histórias gloriosas, mas que por sua vez,
quando alcançam a classe desprovida do saber, ou como os grandes diriam,
aqueles que desconhecem saber que sabem, se transformam em estórias, em
falácias, em mentiras. Não pagamos o devido preço, e de contrapartida queremos
tudo de graça. Nada é de graça, mas isso não te disseram as falsas escolas
filosóficas populares às quais você sempre frequentou, mesmo sem estar
matriculado. Talvez, o erro tenha sido confiar demais em falsos profetas, lobos
cruéis que se fantasiaram de cordeiros: Sabem que não entrarão no céu e nem
permitirão que os demais entrem. Em períodos anteriores, os momentos difíceis
criavam pessoas fortes, mas agora não, os papéis estão invertidos, aliás, nem
existem mais papeis. Todos são tão iguais, quase ninguém é muito diferente,
navegando em um grande barco com um furo que ninguém sabe tapar. Amigos, não se
entreguem às mentiras, vivam da verdade, não sejam o gado esperando a ser
abatido, cultivem a sagacidade. Não vos rendeis à tentação da calmaria, pois
dela nada advém senão a morte!
Bruno
Pereira Catone Silva
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